Hoje acordei com saudade. Saudade da minha infância, saudade das brincadeiras, da minha alegria, de ser o centro das atenções por onde eu passava. Não no sentido físico, afinal, nunca fui bonita mesmo... mas era engraçada, alegre, divertida, tinha amigos... Ah, como é bom ter amigos! Saudade de tê-los. Acho que não sei mais nem como se faz uma amizade. Tinha um jeito encantador, que sumiu à medida em que fui crescendo. Não sei exatamente ao que atribuir tal perda, mas só tenho a lamentar. Talvez eu ainda seja aquela menina alegre, cheia de vida, audaciosa, faladeira, apenas presa num corpo que cresceu e desaprendeu o que é felicidade.
Elfa
quinta-feira, 31 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Outro dia, vagando pelo orkut, fiquei sabendo da morte de um conhecido meu. Jovem, aparentemente feliz, bonito, já formado - um dos melhores do seu curso, senão o melhor, disparado - cercado de amigos. Causa da morte? Suicídio. Partiu com 27 anos, deixando tristeza, saudade e um futuro promissor para trás. Parei pra pensar o que leva uma pessoa tão alegre e cheia de vida a cometer tal ato. Passeando pela internet, facilmente encontram-se casos como os desse rapaz, ocasionados muitas vezes por motivos extremamente banais. Ritcharlla, por exemplo, enforcou-se na varanda de casa após o fim de seu namoro. Segundo relatos, seu objetivo era causar culpa no então namorado. Tinha 17 anos.
Mais assustador do que isso é constatar que os casos estão ficando comuns também entre crianças. Taís, de 9 anos jogou-se da janela do apartamento onde morava depois de seu pai brigar por causa de notas baixas. Bia, 13, classe média alta, tomou chumbinho ao saber que seus pais não permitiriam que frequentasse as favelas cariocas. Fernanda, 11 atirou-se do quinto andar do edifício onde morava, na frente sua mãe, após discutir com a mesma.
Nos meus felizes tempos de infância, ser criança era brincar de roda, trisca-fica (é o novo!!) pula-corda, cordão, queima... Morte era um assunto que definitivamente não fazia parte dos infantos pensamentos. Antigamente, pai e mãe eram autoridades máximas: falavam e a gente obedecia. A tristeza do castigo era esquecida nas brincadeiras. Domingo era dia de missa. Namoro? De 15 pra lá. Eu por exemplo, só dei o meu "first kiss" aos 16 anos. O primeiro beijo, imagine o resto. E eu pergunto: onde está o otimismo dessas pessoas? Onde está a coragem pra vencer os contra- tempos? É mais corajoso tirar a vida? Se for, prefiro ser uma eterna covarde e enfrentar as dificuldades de peito aberto. Deixe que elas venham! Se você já pensou ou tentou tirar a própria vida por causa de problemas que você julga graves, tenha em mente que eles existem para ser resolvidos, e nenhum deles é suficiente para a extinção de um bem tão precioso. Tirou nota baixa? Estude mais e recupere sua nota. Terminou o namoro? Ele ou ela não são os únicos em cima da terra. Você consegue melhores.Tome as adversidades como fases de um jogo. Foque na solução dos mesmos. Afinal, qual seria a graça de jogar Hidhen & Dangerous, Age of Empires, Super Mário ou qualquer outro game se você fosse direto pro final? Não teria sentido, convenhamos. No final tudo dá certo. E não esqueça jamais de Deus. Ele está sempre ao seu lado, principalmente nas horas mais difíceis, acredite. Você não percebe, mas ele está lá. Sempre.
Elfa
Mais assustador do que isso é constatar que os casos estão ficando comuns também entre crianças. Taís, de 9 anos jogou-se da janela do apartamento onde morava depois de seu pai brigar por causa de notas baixas. Bia, 13, classe média alta, tomou chumbinho ao saber que seus pais não permitiriam que frequentasse as favelas cariocas. Fernanda, 11 atirou-se do quinto andar do edifício onde morava, na frente sua mãe, após discutir com a mesma.
Nos meus felizes tempos de infância, ser criança era brincar de roda, trisca-fica (é o novo!!) pula-corda, cordão, queima... Morte era um assunto que definitivamente não fazia parte dos infantos pensamentos. Antigamente, pai e mãe eram autoridades máximas: falavam e a gente obedecia. A tristeza do castigo era esquecida nas brincadeiras. Domingo era dia de missa. Namoro? De 15 pra lá. Eu por exemplo, só dei o meu "first kiss" aos 16 anos. O primeiro beijo, imagine o resto. E eu pergunto: onde está o otimismo dessas pessoas? Onde está a coragem pra vencer os contra- tempos? É mais corajoso tirar a vida? Se for, prefiro ser uma eterna covarde e enfrentar as dificuldades de peito aberto. Deixe que elas venham! Se você já pensou ou tentou tirar a própria vida por causa de problemas que você julga graves, tenha em mente que eles existem para ser resolvidos, e nenhum deles é suficiente para a extinção de um bem tão precioso. Tirou nota baixa? Estude mais e recupere sua nota. Terminou o namoro? Ele ou ela não são os únicos em cima da terra. Você consegue melhores.Tome as adversidades como fases de um jogo. Foque na solução dos mesmos. Afinal, qual seria a graça de jogar Hidhen & Dangerous, Age of Empires, Super Mário ou qualquer outro game se você fosse direto pro final? Não teria sentido, convenhamos. No final tudo dá certo. E não esqueça jamais de Deus. Ele está sempre ao seu lado, principalmente nas horas mais difíceis, acredite. Você não percebe, mas ele está lá. Sempre.
Elfa
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